quarta-feira, 23 de setembro de 2009


Coração!Indecifrável, confuso, alado de paixão.Tranborda desejos, que outros beijos não saceiam, só tua presença.Ela,somente ela me faz bem.Ralidade.Cruel paisagem sem os teus passos ao redor.Maldade; te ter só em pensamento, te rever nas lembranças, te criar na viagem de cenas que imagino, já não é mais o suficiente.Uma dose de cansaço me embrulha o estômago, que no leito de horas vazias, vai matando cada célula de esperança.Te espero, olho e você não vem, e quando corro não consigo te alcançar.Me parece grande tua velocidade em busca de outro alguém.Mas, enquanto corres, parei; a espera de que termine tuas voltas, pra que te encontre de frente.Ilusão?Talvez! E assim, meus dias vão seguindo. Sendo engolidos; já não os mastigo,indigestos!Na espera de passem logo, pra que logo te veja, ainda que tão distante. E assim aos meus tão incessantes desejos, engane. Até que os caminho se cruzem, ou um dia, o tempo me traga na contra mão, e só de longe eu veja essa paixão, que me arranha o peito,com uma faca de dois gumes.Que me parte, e parte sem jamais ter vindo, sem dar tchau.Que me tira a paz, o sossego de amores correspondidos.Mas nas profundesas do meu ser, há a certeza, de que um dia hei de ser feliz, com ou sem você!

sexta-feira, 18 de setembro de 2009



Uma noite que se encerra.Mais um dia que se inicia.Ver-te noite, quase todos os dias arrastar-se por entre as horas, vagarosa a passar.Que seria de ti sem as lembranças que me visitam, quando os pensamentos se confortam sobre o travesseiro, sem querer ir embora. É, até que as vezes ele logo vai embora, mais em sono retorna, num sonho ,que segue o mesmo roteiro, embora cenas diferentes, se fixa no mesmo script: sonhar com você. Enquanto luzes se apagam, e as estrelas resplandecem mais radiante, a sua luz, num brilho encandecente de prazer ócular, é ai que te encontro, quando olho e lembro do teu olhar, que vive a brilhar sem hora marcada, sem periodo previsto, porque a qualquer hora ele está a brilhar, sem precisar da escuridão da noite, continua de reluzente beleza. De dia, se mostra ao sol, lhe tirando a certeza de brilho maior, e à noite prova que nem toda uma constelação terá todo esse brilho que é só teu, e não há outro igual!E esse teu olhar que não esqueço?!Que quando surge a passear,vai passando e apagando todas as luzes, esmagando a beleza que tem ao redor, roubando a cena e me apertando o peito sem dó.E eu só a ver-te, numa cruel distância que no perto exite.A me pegar em desejos incessantes de ter, poder sentir mais perto, tocar, ou simplismente ouvir falar, quando o silencio gritar aqui dentro, assumindo, que é teu o meu coração, que perdido de solidão vive, se alimentando das migalhas que as lembranças lhe trazem.E assim pára, e espera o tempo correr, pra que o dia passe, e a noite chegue, com mais uma bandeja de você!

terça-feira, 8 de setembro de 2009


Foi sem ti
Que encontrei de tudo o que há no mundo
Mas foi longe do mundo
Que encontrei tudo o que há em ti
Procurei, não encontrei
Artificios que tivessem tua luz
Tudo era escuro
Embaçado
Foi então que uma nitida luz
Se resplandeceu no meu caminho
E uma voz soou baixinho
Aos meus ouvidos me dizendo
Me procuraste no mundo
Mais não é no mundo que estou
Estou no infinito do teu ser
Esperando a tua procura

Eu estou entre cada letra
Que no sagrado livro está escrito
Em cada raio de sol
E a cada brilho da lua
Anuncio-te que estou sempre aqui
Te olhando
Iluminando teus caminhos
Com a luz que te ofereço
Seja dia ou noite
Esse é o meu sinal
De que sempre estarei aqui
De que sempre te darei luz
Basta erguer os teus olhos à mim!


sexta-feira, 4 de setembro de 2009


Como pôde?
Deixar meu coração
Viver a amargura de não saber
Se também sentia paixão

Vida que se levava
Perdida na agonia
De horas que não passavam
E se arrastavam na incerteza
Sem saber se amor existia

Sem resposta partiu
E em paz o coração se resplandeceu
Depois das cinzas ressurgiu
De um passado não esquecido
Mais adormecido nas lembranças diarias
Que vivia e se alimentava

Depois de toda guerra
Reaparece
apetece a cortar-me o peito
Lamina afiada de nostalgia
Me dizendo que amor existia
Depois de ter cicatrizado
Todas as feridas!

quarta-feira, 2 de setembro de 2009


Amor inalcansável
Sina de amantes platônicos
Que se embriaguam
Em uma insustentavel dose de ausência
E se fartam
Na presença que na imaginação existe
E consolida o teu eu em mim
Embora seja ele nos versos que no papel se fazem
Ou no mundo em que me perco
Ao te criar, vestir, depir
Imaginar
Sonhar teu ser, em mim'!