
É curioso não saber dizer quem sou.
Sou tão misteriosa que não me entendo
até as mais impenetráveis esfinges se preocupam em oferecer, aqui e ali, pistas para a decifração de seus enigmas
Sou como você me vê.Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,Depende de quando e como você me vê passar.
Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca.
Quando se ama não é preciso entender o que se passa lá fora,
pois tudo passa a acontecer dentro de nós.
Gosto do modo carinhoso do inacabado, do malfeito, daquilo que desajeitada mente tenta um pequeno vôo e cai sem graça no chão.
Gosto dos venenos os mais lentos! As bebidas as mais fortes!Dos cafes mais amargos!E os delirios mais loucos.Voce pode ate me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:E daíeu adoro voar!!!
Vivo no quase, no nunca e no sempre.
Quase, quase menos e por um triz escapo.”
Sou tão misteriosa que não me entendo
até as mais impenetráveis esfinges se preocupam em oferecer, aqui e ali, pistas para a decifração de seus enigmas
Sou como você me vê.Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,Depende de quando e como você me vê passar.
Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca.
Quando se ama não é preciso entender o que se passa lá fora,
pois tudo passa a acontecer dentro de nós.
Gosto do modo carinhoso do inacabado, do malfeito, daquilo que desajeitada mente tenta um pequeno vôo e cai sem graça no chão.
Gosto dos venenos os mais lentos! As bebidas as mais fortes!Dos cafes mais amargos!E os delirios mais loucos.Voce pode ate me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:E daíeu adoro voar!!!
Vivo no quase, no nunca e no sempre.
Quase, quase menos e por um triz escapo.”
Clarisse Lispector.
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